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terça-feira, 29 de novembro de 2016

REVIEW #10 - Hahnemühle Mangá



Olá!
No review de hoje, falaremos sobre o material mais polêmico de todos: O papel!





Testamos um papel para mangá da Hahnemühle,uma empresa alemã, que tem uma tradição secular na manufatura de papéis. Ela fabrica papéis desde 1584, sempre se alinhando com novas técnicas e materiais, e tem !

Este papel é recomendado para marcador, nankin e pena, técnicas típicas de HQ e mangá, com gramatura de 80gsm. Testamos o nosso com dois tipos diferentes de marcadores, à base de álcool e à base de água!



Percebam como a mistura fica mais uniforme no lado certo!
Primeiro, a maior parte dos papéis para marcador tem um avesso e um direito, e com o Hahnemühle não é diferente. Uma das faces é mais lisa do que a outra, menos permeável. Este lado mais liso, geralmente significa uma é a cobertura impermeabilizante que impede que a tinta vaze para fora do papel.











Testamos dos dois lados, e o resultado é parecido nos dois, quando se trata de marcadores à base de álcool. Mesmo no lado correto, o papel não absorve rápido, o que desacelera um pouco o processo de pintura... Usando marcadores da ProMarker (que liberam muito mais tinta que qualquer marcador copic) você precisa esperar um pouco para adicionar mais veladuras, senão corre o risco de acumular tinta e acabar com o sonho daquela cobertura uniforme. Nos primeiros testes para a ilustra, a tinta do Promarker que eu usamos para o fundo se acumulou de tal forma, que ficou com um efeito aquarelado.

Usamos marcadores à base da água da Tombow e o resultado foi muito mais satisfatório. O papel recebeu muito bem as camadas de marcador.  Ele tem gramatura um pouco mais alta que a dos seus concorrentes – não dá aquela sensação de que o papel vai rasgar caso você forçe muito a mão, mas o ponto de saturação dele é bem baixo, comparado à outros papéis que testamos. Conseguimos apenas 5-6 camadas, e ele já estava soltando “pelinhos”.



Ele é um pouco difícil de fazer a mistura – precisei da ajuda do blender da Tombow durante todo o processo de pintura, por que a tinta pega muito bem já na primeira camada. O tom dele não é tão off-white, ele é mais amareladinho, e isso enriquece muito as cores!


Espero que tenham gostado, e em breve, temos mais agito aqui no nosso blog!

Até a próxima!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

REVIEW #09 - CHAMELEON





Olá!

Continuaremos seguindo a linha marker, e hoje vamos falar hoje sobre um produto que foi a febre de 2014 – As Chameleon Pens! Aposto que você viu aquele vídeo na internet, da caneta mágica que fazia lindas gradações de cores sozinho? Quer dizer, um marcador que faz a gradação de cores perfeita pra mim? Uau! Quero pra ontem!





As Chameleon Pens foram lançadas pela empresa britânica homônima especializada em marcadores.  A empresa recebeu um prêmio Red Dot de Design desse ano pelo produto, e ele foi a sensação da internet quando foi lançado. Nós testamos uma cor da Chameleon, e vamos dar nosso veredicto hoje!

A primeira impressão que temos é: quem nunca usou marcador vai ter um pouco de trabalho com essa aqui. Primeiro por que a lógica é bastante parecida, você tem que trabalhar rápido. Mas a própria concepção da Chameleon a torna um pouco mais... complexa.
Ela funciona assim:  A caneta tem duas pontas (uma ponta bala, mais densa e uma ponta pincel finíssima, maravilhosa) e uma “câmara de mistura”. Dentro desta câmara, há uma carga de toner sem cor – um blender também à base de álcool que serve para diluir a tinta depositada na ponta da caneta. Quanto mais tempo esta ponta com blender passar em contato com a ponta da caneta, mais diluída a tinta da caneta vai ficar! O inverso também é possível, apesar de não desejável. Se você deixar a caneta de cabeça pra baixo, a tinta vai escorrer para dentro do blender e manchá-lo!

O processo em si (que dá pra samplear com uma copic normal e um colorless blender) é em parte mágica, em parte física e à princípio bem difícil de controlar. Se você deixar tempo demais as duas pontas em contato, talvez a tinta se dilua muito e você não consiga chegar na cor que quer... Se deixar tempo de menos, a tinta fica escura demais!! É um drama até você conseguir se aclimatar ao tempo da caneta. 



No próprio site da Chameleon há inúmeros vídeos e tutoriais ensinando como usar a caneta, e inclusive tabelas que relacionam quanto tempo as pontas devem ficar em contato para cada efeito.  A caneta é um pouco difícil de domar no começo,  e exige bastante treino para ser usada no seu potencial máximo. Além do mais ela é melhor para trabalhos pequenos. Quanto maior for a área a ser coberta, mais vezes você vai ter de fazer o processo “pontas em contato/espera com a caneta em pé para a tinta não escorrer para o blender/ testa pra ver se diluiu o suficiente/pinta/a mágica acabou/começa tudo de novo”.
A variedade de tons que cada cor pode alcançar




 Pessoas mais apressadas não se dão muito bem com esse ritmo quebrado de trabalho, e até os mais desapegados podem se frustrar com o tempo  que demora para terminar um desenho.  E pra finalizar, por ser um produto muito recente e importado, a Chameleon chega à nossas mesas de trabalho com um preço um pouco salgado... Mas como uma boa brand de marcadores, ela possui muitos kits variados para cada consumidor, com pontas removíveis, recargas de tintas e uma paleta de cores linda! 



Então, se você já consegue se virar com marcadores e tem grana pra testar um material novo, a Chameleon é uma ótima novidade. Mas se você está apenas ingressando nesse universo, talvez seja melhor investir em outros materiais mais básicos.


Espero que tenham gostado do review de hoje, e até a próxima!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

REVIEW #8 - Especial Mundo Copic - PT 3









Olá!
Bem-vindos à terceira e última parte do nosso especial Mundo Copic!

Desenho da Kalie - uma mãozinha nervosa!
Hoje vamos compartilhar nossa experiência pessoal com vocês! Copic não é um material tão acessível: cada marcador custa em torno de 16 à 25 reais, e a maioria é comprado online. a Dezaina é a loja oficial da Copic aqui no Brasil e você encontra lá os preços tabelados e bastante justos! Sai mais barato comprar aqui no Brasil do que lá fora! Copic é caro em todo lugar do mundo, até no Japão! Então nossa primeira dica é: aproveite as promoções, esteja sempre caçando na internet, e quando for começar a montar o seu kit, pense bem: quais minhas necessidades principais? Se você for um estudante de moda, pensem sempre primeiro em um tom de pele, um para cabelos, e um cinza. Essas cores sempre vão salvar sua vida! 

 Marcador é a ferramenta perfeita para os apressadinhos. Sabe aquela mão nervosa que quer preencher logo o papel todo e ver o desenho brilhando cheio de cores bem rápido? Não tema, amigo, use marcador! Geralmente, os mais cuidadosos, que gostam de ficar “lambendo” o desenho tem mais dificuldades no início, por que as veladuras de tinta à alcool secam rápido e para fazer uma cobertura bem uniforme, tem que ter ritmo para acompanhar!  Então, pinte sem medo! Seja ousado, mas sempre, sempre teste as cores antes, okay?

 O que nos leva à nossa terceira dica: preste bastante atenção no sistema de cor. Como não temos muitas lojas físicas que distribuam copics pelo brasil, provalmente você vai conseguir a sua através de um site. Por isso, atente para o círculo cromático que a marca disponibiliza no site oficial e decore bem direitinho as informações que demos no review passado para não ter surpresas!
 Um exemplo: a Kalie adquiriu um YR09 (chinese orange) e quase teve um infarto quando viu a intensidade da cor! O número 09 é a cor mais intensa da família YR (e ela não sabia disso), ou seja: para fazer degradê com essa cor específica foi bem complicado, já começava com um tom bem escuro! Aliás, se a Kalie tivesse lido nosso último review, sobre o sistema de cor do Copic, ela não teria errado!


Sente o poder desse laranja!

Uma ponta recém-limpa com o Colorless Blende
Marcadores são maravilhosos para usar em técnica mista, por que eles se misturam muito bem com outros materias, inclusive técnicas aguadas! Mas o feltro das pontas é muito sensível, então para não estragar, tenha o cuidado de sempre manter o marcador tampado enquanto não estiver usando e acima de tudo, não passe ele sobre outros materiais, como lápis de cor ou aquarela. O pigmento desses outros materiais pode acabar entupindo e corrompendo a pontinha e aí é adeus ferramenta!
E pra fechar: Escolha muito bem o papel em que vai trabalhar! Às vezes um papel de baixa qualidade pode estragar o seu desenho, e a culpa não vai ser nem sua, nem do marcador TT



Outro desenho feito com copics sobre Canson Marker


A copic tem um universo inteiro de materiais, técnicas e novidades tecnológicas. Apenas arranhamos a superfície! Espero que tenham gostado!
Em breve traremos novos reviews de papéis e você vai saber escolher o melhor para sua necessidade!

Até mais!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

REVIEW 6# Especial Mundo Copic - PT 1






Olá!

Vamos confessar artista não sonha com a aquela maleta ali em cima?

Como não se encantar pela velocidade da técnica, pela infinidade de cores e pelo resultado único proporcionado por essa ferramenta? Além de todo o glamour cercando as brands, os marcadores foram profundamente absorvidos pelo mercado da moda e da ilustração – são quase obrigatórios para um ilustrador profissional pela praticidade. 





No review de hoje, falaremos sobre uma brand específica de marcadores, que conquistou o mundo: Copic Marker!

Por conta do infinito universo que a Too criou, nós iremos dividir o conteúdo em três jornadas: as informações técnicas da marca, como entender a cartela de cores e nossa experiência pessoal.

Preparados? Let's go!


refil de Copic - sim, ela recarrega!
Os Copic Markers foram desenvolvidos pela Too Corporation, no Japão em 1987, especificamente para belas artes e design, mas a indústria japonesa de mangá e anime foi a responsável por expandir e popularizar o produto no design, arquitetura, design de moda, ilustração, design automotivo e artesanato.  Os produtos da Too hoje distribuídos em torno de 50 países e recebem aclamação internacional.

Os markers usam uma tinta à base de álcool de secagem rápida com cores vibrantes e suaves, não-tóxicas e livres de ácido. As tintas podem ser misturadas em camadas, sem que as cores sejam perturbadas. A tinta, por não ser agressiva, não causa danos ao papel e a superfície continua suave e isso torna os marcadores seguros para usar sobre xerox. A tinta não corrói as linhas impressas por máquinas de cópia comum!



Os marcadores da Copic vem em vários formatos e tamanhos, com funcionalidades próprias e vamos mostrar todas elas pra vocês! Cada modelo é chamado oficialmente de "família" e temos acesso a 4 delas: 




COPIC ORIGINAL
Foi a primeira linha a ser lançada! Disponível em 214 cores com 9 diferente tipos de pontas, incluindo dois do tipo caligrafia, e dois do tipo chanfrado e mais uma série de pontas finas. Tem 3,2 ml de capacidade e o corpo dele é quadrado, totalmente diferente dos seus sucessores!



SKETCH
Estão disponíveis em 358 cores com uma ponta pincel, e uma ponta chanfrada menor e uma ponta redonda. São compatíveis com o sistema Airbrush da Copic (vamos falar sobre isso na próxima!). São os marcadores mais populares da Too, com 2,5 ml de capacidade e corpo oval.




WIDE
Estão disponíveis em 36 cores com uma ponta chanfrada larga e uma ponta para caligrafia. São usados para preencher planos de fundo e caligrafia, e possui capacidade de 4 ml de tinta!




CIAO
Estão disponíveis em 180 cores. Tem uma ponta pincel e uma ponta chanfrada menor e uma ponta de caligrafia. São um pouco menores do que os outros Copics, e por isso mais baratos. Tem capacidade de 1,6 ml e o corpo é redondinho.




Todos os marcadores são recarregáveis e podem ter as pontas trocadas. Cada família consegue fazer um número determinado de recargas de acordo com o tamanho. De acordo com experiências, as famílias com o melhor desempenho depois de muitas recargas são a WIDE e a ORIGINAL!




comparação de quantidade de recargas de cada família!



Ufa!
Quanta variedade.... E isso é por que ainda não falamos da cartela de cores!
E esse vai ser o assunto da nossa próxima postagem, Mundo Copic PT. 2!


Não percam!
Nos vemos na próxima!


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

REVIEW #5 - Magic Color







Semana passada tivemos uma oficina dedicada ao sonho/ostentação de metade dos estudantes de moda e desenhistas amadores do mundo, os marcadores à base de álcool.  Estamos atualmente trabalhando num masterpost só sobre a marca Copic, para mostrar pra vocês um pouco desse mundo mágico e luxuoso que são os markers.

Mas antes, resolvemos falar um pouco sobre aquele produtinho que todo mundo sonhou em ter quando era criança e com certeza é mais acessível que os markers importados.
The Great Magic Color!








O lindo estojo de  36 cores da MC



A Magic Color é uma linha brasileira de marcadores permanentes de ponta de feltro que está no mercado desde 1962, fabricada pela Tinta Mágica. Foi o primeiro produto da empresa e está rodando o mercado desde então.

O maior atrativo do MC para além de ser a opção mais barata é a relativa variedade dos produtos e a didática divisão dos kits em básicos e intermediários de 6, 12, 24 e até 64 cores, estojos só de tons de cinza, marcadores de ponta dupla...! É tentador ver aquele estojo saído direto dos nossos sonhos infantis, todo dourado, ergonômico, colorido e por uma bagatela... Mas vá com calma. Já diziam nossos pais que existem baratos que saem caro.



O primeiro e principal problema do Magic Color é a referência das cores. Não confie na cor da tampinha. O propósito básico de uma tampa colorida é ter uma referência da cor sem precisar riscar, correto? Mas na MC não funciona bem assim, na verdade o sistema é bem contra intuitivo. No estojo de cinzas da marca, já testado por nós, nenhuma das cores das tampas bate com o resultado no papel. Nenhuma. E não é preciosismo; em alguns casos, a cor é absurdamente diferente, com outra saturação e até outra temperatura!  E isso não é um caso isolado, um lote defeituoso. O caso se estende por toda a cartela de cores da marca, é uma característica do produto.

O que um tom de marrom amagentado faz em um estojo de cinzas?
Segundo: não use em qualquer papel. Convenhamos que nem mesmo o melhor marker vai ter o desempenho máximo em um papel ruim (Canson Marker, é com você mesmo!), mas o Magic Color supera até as piores expectativas. O ponto de saturação dele é mínimo. Em três camadas, dê adeus à transparência – conseguimos transparências com até seis camadas de Copic ou Promarker – e se prepare para ver a tinta vazar. Além de tudo, as camadas não se misturam bem. A tinta seca extremamente rápido e as veladuras não ficam uniformes nem com a mão de Arturo Elena.
Terceiro: Magic Color não é recarregável, e as pontas de feltro se desgastam, absorvem sujeira e entopem com facilidade.




Resumo da obra: Aquele estojo cheio de glamour e as canetas douradas e fofas são tentadoras, mas não tão profissionais quanto diz a embalagem. Não recomendamos Magic Color para uso profissional por que não é um material confiável. O estojo de 12 cores básicas custa em torno de 40 reais e com isso você compra uns três ou quatro marcadores de qualidade profissional e não sente tanta frustração no fim do dia. Vai por nós. ;)


Agora é só aguardar, que em breve, “Tudo o que você precisa saber sobre a Copic” tá chegando na área!
Até a próxima!




BOLSA ARTE MODA INICIA AÇÃO SOCIAL EM COMUNIDADE DO SERVILUZ





Projeto de Arte e Moda da UFC firma parcerias e leva beleza e ludicidade para crianças e jovens

Através de laços criados com o Projeto VerdeLuz, já atuante em projetos sociais em Fortaleza, o Projeto Bolsa Arte Moda entrou em parceria com a Associação Boca do Golfinho sediada no bairro Serviluz, para oferecer oficinas de fundamentos em artes visuais para as crianças da comunidade.

Com oficinas semanais, o cronograma das aulas é flexível tanto pela estrutura e recursos limitados quanto pela faixa etária do público, que é ampla.  Os alunos têm entre 2 e 16 anos, e o programa de ensino até agora se dividiu em percepção de cor, desenhos do cotidiano e desenho de paisagens. Independente de qualquer obstáculo, todos os momentos são marcados por preciosas trocas de experiência, despertar de talentos e descoberta de oportunidades. A arte promove um escape para o amargo do cotidiano, encantando enquanto se colore novos horizontes à beira-mar.

A primeira fase do projeto será composta das aulas básicas, apresentação de material e produção artística e o encerramento das atividades de 2016 está previsto para a primeira semana de dezembro, com uma exposição dos trabalhos organizada junto dos alunos.  Até lá, ainda há muitas estradas a serem trilhadas e  e objetivos a serem atingidos.

O Bolsa Arte Moda está recolhendo doações de material de desenho para dar continuidade às aulas e produção das obras que serão expostas. Entre em contato através do e-mail bolsaartemoda@gmail.com ou da página oficial do Bolsa Arte Moda UFC, ou deixe sua doação na sede do projeto, na sala DG 102, no Instituto de Cultura de Arte da UFC, no Campus do Pici.